Para quem é a cidade e como deve ser planejada? Confira como foi o debate de ontem (09)
O que é cidade? Para quem ela é e como deve ser planejada? Perguntas como essas nortearam a discussão da noite de ontem (09), no sexto Improviso, Oxente!, nesta edição que teve como tema o eixo do Programa Cidades Sustentáveis, Planejamento e Desenho Urbano. O engenheiro, Germano Johansson Neto, e arquiteta e servidora pública, Marilene Lapa, fizeram explanações sobre os planos que regem Ilhéus e as possibilidades de ter melhor mobilidade e uma urbanização condizente com a geografia da cidade. O debate contou com a participação de diversos setores da sociedade civil e dos candidatos a vice-prefeito José Nazal Pacheco Soub, Rodrigo Cardoso e a vereadores Beth Loureiro, Shi Mário, Dinho Gás, Cláudio Magalhães e Gil Gomes. Como marca dos Improvisos, o encontro contou com intervenções artísticas, desta vez embaladas pelos músicos Cabeça Isidoro e de Zezo Maltez.
Germano mostrou um plano elaborado pela sociedade civil, que propõe sete ciclovias e cinco ciclofaixas, totalizando 35.07 km de extensão, com pontos de conexão às estações de transporte aquaviário. Além disso, apontou alguns caminhos necessários para cidades brasileiras, como zerar acidentes, regularização fundiária, adaptação ao crescimento orgânico, consideração do estatuto da cidade, programas de habitação social inclusivos. “A cidade é para as pessoas. O planejamento urbano pode encorajar e facilitar, ou inibir e dificultar o movimento delas”, pontuou.
O engenheiro mostrou também os planos que modelaram a cidade desde o século passado: Plano Diretor de Remodelação e Expansão da Cidade de Ilhéus (1933), o Plano Regulador da Cidade de Ilhéus (1938), Plano de Desenvolvimento Integrado do Município de Ilhéus (1969), Plano Diretor de Paisagismo e Urbanização do Eixo Ilhéus-Itabuna (1977), Plano Urbanístico Básico de Ilhéus (1979) e Plano Diretor Participativo de Ilhéus (2006).
Já Marilene observou que o momento, a cultura e as relações sociais da época de elaboração de cada plano devem ser considerados e que, portanto, as prioridades de planejamento são diferentes. “É preciso também observar o macro. As ciclovias, por exemplos, precisam ser pensadas por meio de um estudo macroviário, considerando todos os aspectos da cidade e todos os tipos de locomoção que as pessoas usam”, explicou.
O público participou ativamente, levantando possibilidades de mobilidade e criticando a discrepância do que está planejado e o que é realmente implementado, com exemplos de necessidades de melhorias em diverso pontos da cidade.
Terças de Improviso
Fotos: Tacila Mendes | Ascom INI








































