Notícia

Não era doação, era estelionato – Atenção, organizações!

Na manhã do dia 22 de março, o Instituto Nossa Ilhéus recebeu uma ligação de um suposto doador, demonstrando interesse em ajudar no desempenho de nossas atividades, realizando, para isso, um depósito em cheque. Apesar da aparente boa intenção, não nos furtamos a realizar apuração sobre a doação – quem seria esse doador? Para qual projeto nosso estaria doando? Por que o interesse em nos ajudar? De onde vem o dinheiro? Trabalhamos com monitoramento social, acompanhamos o poder público constituído, logo, não somos nem podemos ser, indiferentes a esse tipo de apuracão.
Em nova ligação, o homem, que se apresentou como Pedro, disse que queria doar R$ 5.000, mas que o financeiro de sua empresa tinha feito o depósito errado, de R$ 19.580, que seria para um fornecedor. Por sua vez, o suposto fornecedor estaria com um caminhão carregado de produtos perecíveis e a diferença entre o valor a ser doado e a ser devolvido (R$ 14.580) teria que ser feita rapidamente por nós.
Nossa diretoria administrativo-financeira conferiu o extrato e viu que havia realmente um depósito de R$ 19.580 na conta do Instituto, no Bradesco, mas ainda a ser confirmado. Ligamos para o banco e um funcionário confirmou o bloqueio do valor, por ter sido realizado em caixa eletrônico. Novas ligações pediam pressa para a devolução do montante em uma conta bancária de pessoa física.
Por fim, sem grandes esclarecimentos sobre a origem do valor doado e sucessivos pedidos de pressa para a devolução, informamos que apenas restituiríamos o valor depois que o cheque fosse compensado. Após essa declaração, o suposto doador não mais nos ligou. E logo se confirmou que o envelope do depósito estava vazio.
Em uma rápida pesquisa na Internet, vimos que diversas associações e instituições sofreram esse golpe de estelionatários (confira mais um exemplo CLICANDO AQUI.
Assim, contamos nossa experiência para alertar possíveis investidas a organizações. Confiar é bom, desconfiar é preciso.

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