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Crise hídrica – Criado nesta quinta (09) o Comitê Produtores de Água do Sul da Bahia

“A água é floresta, o rio é só o canal”, disse o presidente da AMURC, Lenildo Santana

Representantes da Associação dos Municípios da Região Cacaureira da Bahia (AMURC), da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), professores da Universidade Federal do Sul da Bahia, de organizações da sociedade civil e do poder público dos municípios da região, se reuniram nesta quinta (09), no Auditório da Torre da UESC, para criar um comitê que irá discutir soluções em conjunto para a crise hídrica que atinge os municípios dessa região.

Serão desenvolvidas ações dentro dos eixos Marco Legal, Governança, Diagnóstico de Paisagem, Cadastro de Produtores e Monitoramento. Juntando esforços, conhecimentos e ações, o Comitê irá trabalhar com Núcleos de Gestão de Diálogos e Células de Ação e Execução, no modelo “guarda-chuva”, tendo também comitês atuando nos municípios. “A ideia é que cada município trabalhe no seu horizonte. Assim, cuidamos do que está mais próximo para sermos partes saudáveis do entorno”, explicou o presidente da AMURC, Lenildo Santana.

Dentre possíveis causas da crise hídrica foram discutidos o fim da cultura da cabruca – que seria a maneira mais adequada de plantar cacau –; o desmatamento da vegetação da região principalmente nas matas ciliares; a não atenção para procedimentos preventivos por parte do poder público ao longo dos anos; e a importância da agrofloresta foram algumas das possibilidades levantadas. “Essa crise já foi anunciada na década de 80, quando a região sofreu quatro anos de estiagem, entre 85 e 89, o que também foi uma das causas da crise do cacau. Ali era a hora de buscarmos soluções para que a falta de água não acontecesse novamente”, sugeriu o presidente do Instituto Floresta Viva, Rui Rocha.

O Instituto Nossa Ilhéus (INI) apresentou o Programa Cidades Sustentáveis, destacando a preocupação com a água no eixo “Bens naturais comuns”. “Vamos buscar os candidatos ao Executivo e Legislativo dos municípios do território Litoral Sul, para que assinem a carta-compromisso e balizem suas ações observando as cinco dimensões da sustentabilidade (Econômica, Ambiental, Social, Política e Cultural). Precisamos de soluções para curto, médio e longo prazo”, disse a presidente do Instituto, Maria do Socorro Mendonça, que também anunciou em primeira mão o evento que irá reunir todos os candidatos dos 26 municípios do território para assinar a Carta- Compromisso com o Programa, dia 05 de setembro, na UESC.

Fotos: Tacila Mendes

O que o Instituto Nossa Ilhéus faz em defesa do Meio Ambiente?

Desde sua fundação, o INI está comprometido com a questão ambiental no Território Litoral Sul, no território, entendendo a vocação conservacionista e a necessidade de integração sustentável do ser humano em nossa região. Em 2012, participamos da Rio + 20. Também data dessa época a criação do Grupo de Trabalho de Resíduos Sólidos e o apoio à Coolimpa. Em 2013, passamos a integrar o Diálogo Agro Pesqueiro, participamos do seminário “Aprendizagens e Perspectivas para Políticas Públicas de Biodiversidade e Clima para a Mata Atlântica” promovido pelo Ministério do Meio Ambiente. Articulamos reuniões para elaboração e implementação dos Planos Municipais de Recuperação e Conservação da Mata Atlântica no Território Litoral Sul.

Em 2014, participamos da  “Semana da Mata Atlântica”, organizada pela VIVA A MATA, em São Paulo, por articulação de nosso Conselheiro Mario Mantovani, Diretor do SOS Mata Atlântica. Dessa parceria resultou a Pesquisa de Percepção Ambiental em Ilhéus, realizada em parceria com o Instituto Paulo Montenegro de Ação Social do IBOPE. Provocamos o Ministério Público Estadual a contestar a Lei de Uso do Solo e Outorga Onerosa que havia sido sancionada em desacordo com o Plano Diretor de Ilhéus. Disso decorreram 5 audiências públicas e a elaboração de um novo projeto de lei que já foi encaminhado à Câmara de Vereadores.

Atuando no CONDEMA – Conselho em Defesa do Meio Ambiente do município de Ilhéus, com direito a voz, denunciamos ao Ministério Público a articulação do governo para alterar o Código Ambiental do Município, que foi elaborado de forma participativa. Também atuamos, investigando a apresentando dados e fatos tudo o que e o quanto envolve o avanço da maré no Litoral Norte, ponde em risco a vida dos moradores, empreendedores dos Bairros São Miguel e São Domingos, assim como, ameaça de destruição da BA-001 o que prejudicará vários outros municípios do Sul e Baixo Sul, como Uruçuca, Itacaré, Marau, Camamu etc.

Atualmente, como parceira âncora da coURB, uma organização internacional, estão sendo elaborados projetos de intervenções urbanas tipo acupuntura para a cidade de Ilhéus (Distrito sede), com foco na mobilidade urbana, de forma participativa, com o Teatro Popular de Ilhéus, o Convention Bureau e a ASTRISUL – Associação de Triatletas do Sul da Bahia como parceiros locais e ainda com o poder público trabalhando colaborativamente.

Por conta da atuação do Instituto Nossa Ilhéus em defesa do Meio Ambiente no Território Litoral Sul, a Diretora Presidente, Maria do Socorro Mendonça, e o Gerente de Comunicação, Gabriel Siqueira, foram selecionados como líderes comprometidos com soluções para a crise ambiental atual e as mudanças climáticas pela rede internacional The Climate Reality Project, participando de um treinamento com o ex-vice Presidente dos EUA, Al Gore.

Instituto Nossa Ilhéus: em defesa da sustentabilidade no Território Litoral Sul da Bahia!

 

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